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Flavio Josefo
Flávio Josefo foi um escritor e historiador judeu que viveu entre 37 e 103 d.C. Seu pai foi sacerdote e sua mãe descendia da casa real hasmoneana. Instruído na vasta cultura judaica, falava perfeitamente o latim e o grego. Logo demonstrou intenso zelo religioso, filiando-se ao grupo dos fariseus. Durante toda sua vida, seu povo esteve sob o domínio de Roma. Em 66 d.C., irrompeu a revolta dos judeus contra os romanos. Josefo foi enviado para dirigir as operações contra o inimigo na turbulenta Galiléia. Aí ele logrou algumas vitórias, mas, derrotado, rendeu-se ao exército de Tito. Finda a guerra, é conduzido à capital do Império, onde lhe é conferida a cidadania romana e também uma pensão do Estado, época em que lhe foi dado o nome de Flávio. Em Roma, ele viveu até o fim de sua vida.
Flávio Josefo, ou apenas Josefo (em latim Flavius Josephus; 37 ou 38[1] - c. 100 d.C.[2]), também conhecido pelo seu nome hebraico Yosef ben Matityahu ("José, filho de Matias") e, após se tornar um cidadão romano, como Tito Flávio Josefo (latim: Titus Flavius Josephus,[3] foi um historiador e apologista judaico-romano, descendente de uma linhagem de importantes sacerdotes e reis, que registrou in loco a destruição de Jerusalém, em 70 d.C., pelas tropas do imperador romano Vespasiano, comandadas por seu filho Tito, futuro imperador. As obras de Josefo fornecem um importante panorama do judaísmo no século I.
Suas duas obras mais importantes são Guerra dos Judeus (c. 75) e Antigüidades Judaicas (c. 94).[4] O primeiro é fonte primária para o estudo da revolta judaica contra Roma (66-70[5]), enquanto o segundo conta a história do mundo sob uma perspectiva judaica. Estas obras fornecem informações valiosas sobre a sociedade judaica da época, bem como sobre o período que viu a separação definitiva do cristianismo do judaísmo e as origens da Dinastia Flaviana, que reinaria de 69 a 96.[4]
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